COMISSÁRIOS E CONSIGNATÁRIOS VAI A DISSIDIO

10 de Setembro de 2026

INSTAURADO DISSIDIO COLETIVO NA CATEGORIA DE COMISSÁRIOS E CONSIGNATÁRIOS

 

O sindicato patronal SINCOESP, que representa as casas lotéricas e as empresas de locação de bens móveis, com data base no dia primeiro de maio de cada ano, só iniciou as tratativas para renovação da convenção coletiva na segunda quinzena do mês de maio, sendo certo que o SEAAC entregou a pauta de reivindicações no inicio do mês de março de 2026 e desde aquela data, insiste para a abertura das negociações.

Pois bem.

Em meados do mês de maio esse patronal acordou e começou a velha ladainha de todos os anos: O “choro de jacaré” ou “lágrimas de crocodilo”, tentando enganar os desavisados ou os mansos e subservientes que ainda acreditam nas lorotas de que os empresários lotéricos estão a beira da falência, vendendo o almoço para pagar a janta.

Com essa suposta fragilidade econômica, tiveram a cara de pau de fazer uma contraproposta de aumento salarial 0 (zero), isso mesmo, ZERO para os empregados da categoria. Isso porque o percentual de 4,11 (quatro inteiros e onze centésimos por cento) é apenas uma atualização do poder aquisitivo dos trabalhadores, o qual foi corroído mês a mês, desde o mês de maio de 2025, resultando num saldo negativo salarial de - 4,11%, ou seja, esse percentual é mera reposição. NÃO É AUMENTO.

O piso salarial que eles propõem é uma vergonha: R$ 1.882,61 (um mil, oitocentos e oitenta e dois reais e sessenta e um centavos). Ridículo, totalmente fora dos padrões de salário de ingresso aplicados no mercado.

Um valor de Vale Refeição miserável de R$ 28,50 (vinte e oito reais e cinquenta centavos), em número de 22 (vinte e duas) unidades ao mês, sendo que os empregados de casas lotéricas trabalham muito mais do que 22 dias no mês.

E um PLR com valor anual de R$ 450,00 (quatrocentos e cinquenta reais), que por sí só, retrata o desprezo e a falta de compromisso deste patronal com os trabalhadores.

Como se não bastasse tanta indiferença com a questão econômica dos empregados, os dirigentes do SINCOESP tiveram a ousadia de dizer que não tiveram tempo de analisar os pedidos formulados nas clausulas de natureza social, que entregamos, repito, no inicio do mês de março de 2026.

As negociações saíram da mesa na sede do SINCOESP, foram para a sala do Tribunal Regional do Trabalho, mas a intransigência patronal se manteve e foi instaurado o processo judicial de Dissidio Coletivo.

As empresas e os empresários que tem compromisso social com os empregados estão formalizando Acordos Coletivos diretamente com o SEAAC. A minuta do Acordo pode ser solicitada no endereço teixeira@seaacabc.org.br para apreciação.

 


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