
ESTA É A SEGUNDA CONTRAPROPOSTA DO SESCON:
Reajuste Salarial (Escalonado):
1ª Faixa: Para quem recebe até R$ 8.475,55 – Aumento de 1%
(O SESCON descreve como sendo 5,10%, mas 4,10% é apenas a reposição retroativa que a inflação retirou do poder aquisitivo dos empregados desde o mês de agosto passado);
2ª Faixa: Para quem recebe de R$ 8.475,56 até R$ 16.951,10 – Aumento de 0,50%
(O SESCON descreve como sendo 4,60%, mas 4,10% é apenas a reposição retroativa que a inflação retirou do poder aquisitivo dos empregados desde o mês de agosto passado);
3ª Faixa: Para quem recebe acima de R$ 16.951,10 – 0% de Aumento.
(Para esses empregados o SESCON quer que o SEAAC renuncie a representação deles e os deixem negociar diretamente com o patrão).
Pisos Salariais:
Para Office-boy, Recepcionista, Faxineira(o), Porteiro(a), Auxiliar de Serviços Gerais, Copeira(o), Atendente de Negócios e Entrevistador de Pesquisas de Campo: R$ 2.100,00
Para os trabalhadores nas demais funções, a importância mensal não inferior a R$ 2.217,60.
Benefícios e Demais Cláusulas Econômicas:
Vale-Refeição: R$ 33,00 por dia trabalhado – aumento de R$ 2,00 no ano.
Adicional de Permanência: R$ 94,51.
Auxílio-Creche: R$ 495,00.
Seguro de Vida: R$ 22.800,00.
Abono Especial: R$ 330,00.
Complementação Previdenciária: R$ 3.540,00.
VEJA PORQUE A SEGUNDA CONTRAPROPOSTA DO SESCON FOI REJEITADA:
Estamos diante de uma proposta do SESCON que tenta dividir nossa categoria. Eles sugerem um reajuste escalonado concedendo percentuais de reajuste diferenciado dentro de uma mesma empresa, além de proporem a exclusão dos empregados com salários maiores.
Não podemos aceitar essa lógica. Primeiro, porque a inflação corrói o salário de todos igualmente. O preço do arroz, do feijão, da energia elétrica e da gasolina não muda conforme a faixa salarial. Todos nós sentimos o impacto da perda do poder de compra. Portanto, o reajuste precisa ser linear, igual para todos, para recompor de forma justa o que foi perdido.
Segundo, porque a proposta do SESCON fere o princípio da isonomia garantido pela Constituição Federal. Não existe justificativa para tratar trabalhadores de forma desigual quando todos são parte da mesma categoria e contribuem para o resultado da empresa.
Terceiro, porque ao empurrar quem ganha acima de R$ 16.951,10 para negociar individualmente, o patrão tenta enfraquecer a negociação coletiva e esvaziar o sindicato dos empregados. Isso abre espaço para pressão, chantagem e acordos desfavoráveis, desmontando o princípio básico da existência dos sindicatos.
Veja que não se trata apenas de números. Trata-se de justiça e solidariedade. Se aceitarmos reajustes diferentes, estaremos permitindo que o patrão divida nossa categoria entre “privilegiados” e “desfavorecidos”. Mas nós sabemos que não existe trabalhador de primeira e de segunda classe. Todos merecem respeito e valorização.
O reajuste linear é a única forma de garantir isonomia, justiça e unidade da categoria, evitando discriminações e assegurando que todos os trabalhadores mantenham seu poder aquisitivo frente à inflação.
COM RELAÇÃO AOS PISOS:
O SESCON quer fixar um piso de R$ 2.100,00 e R$ 2.217,60. Mas todos nós sabemos que esse valor não garante a subsistência digna de um trabalhador no Brasil.
Com aluguel, transporte, alimentação, energia, saúde e educação, esse piso que o SESCON quer conceder não cobre sequer o básico para viver com dignidade. A Constituição Federal, no artigo 7º, inciso IV, garante salário capaz de atender às necessidades vitais do trabalhador e de sua família, com moradia, alimentação, educação, saúde, lazer, vestuário, higiene, transporte e previdência. O que eles propõem está muito abaixo disso.
Aceitar esse piso é aceitar a precarização da vida. É admitir que o trabalhador sobreviva, mas não viva. Nós não lutamos por migalhas, lutamos por respeito, justiça e dignidade.
Exigimos um piso que assegure verdadeira subsistência, capaz de garantir condições mínimas de vida decente, porque salário não é favor, é direito. Piso não é limite, é garantia.
E SOBRE O VALE REFEIÇÃO
A proposta do SESCON de aumentar apenas R$ 2,00 no vale-refeição é cruel, indigna e insuficiente. Desconsidera a realidade da vida: em São Paulo, o preço médio de uma refeição já ultrapassa R$ 44,00, e o self-service por quilo chega a R$ 86,86. Nos últimos 12 meses até agosto de 2026, os alimentos e refeições prontas subiram muito acima do valor de 2 reais sugerido pelo SESCON.
A imprensa vem alertando:
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