
ANDAMENTO DAS NEGOCIAÇÕES PARA FORMALIZAÇÃO DAS CONVENÇÕES COLETIVAS DO ANO DE 2026
DATA BASE DE MAIO:
1 - Comissários e Consignatários: O sindicato dos patrões (SINCOESP), propõe aumento 0 (zero) de salário.
Quer apenas atualizar os salários repondo a defasagem que a inflação corroeu desde a última data base de maio de 2025 e nada mais.
Propõe um piso de ingresso irreal para o mercado de trabalho no valor de R$ 1.882,61, beirando o salário-mínimo federal e o piso estadual para trabalhadores sem sindicato.
Um vale refeição de R$ 28,50 que mal dá para comprar um lanche decente em qualquer lanchonete.
Querem pagar um adicional de quebra de caixa de apenas 2,5% do salário, mas continuar descontando quantias absurdas de diferença de caixa dos empregados de lotéricas.
Além de tudo isso, se negam a discutir a inclusão ou qualquer modificação de clausulas de natureza social em benefício dos empregados.
2 – Representantes Comerciais: O sindicato dos patrões (SIRCESP), propõe um aumento salarial de apenas 0,89% (zero vírgula oitenta e nove por cento) acima da reposição da defasagem salarial.
Se nega a discutir qualquer clausula social, ignorando a necessidade de atualizar as pré-existentes conforme leis e portarias e recusa qualquer novo benefício aos empregados.
3 – Arquitetura e Engenharia Consultiva: O sindicato dos patrões (SINAENCO), propõe aumento 0 (zero) de salário.
Quer apenas atualizar os salários repondo a defasagem que a inflação corroeu desde a última data base de maio de 2025 e ainda por cima, quer que as diferenças salariais de maio em diante sejam consideradas como “abono”, para não refletir sobre FGTS, INSS, Férias, 13º etc.
Pisos salariais que variam entre R$ 2.000,00 e R$ 2.500,00, e não condizem com os valores aplicados no mercado para os empregados desta categoria. Propõem valores ridículos renegados por qualquer trabalhador que prestigie sua dignidade de ser humano.
Como os demais patrões anteriores, se nega a atualizar ou incluir na CCT qualquer benefício de natureza social.
DATA BASE DE JULHO:
1 – Factoring: O sindicato dos patrões (SINFAC), propõe um aumento salarial de apenas 0,67% (zero vírgula sessenta e sete por cento) acima da reposição da defasagem salarial.
Se nega a discutir qualquer clausula social, ignorando a necessidade de atualizar as pré-existentes conforme leis e portarias e recusa qualquer novo benefício aos empregados e nada mais.
Propõe piso de ingresso que varia entre R$ 2.010,00 e R$ 2.165,00, absolutamente irreal para o mercado de trabalho desta categoria, em flagrante descompasso entre os lucros desses empresários e a precariedade das condições financeiras dos seus empregados.
Um vale refeição de R$ 36,00 incapaz de adquirir uma refeição decente para um trabalhador ou qualquer outra pessoa.
Quanto as clausulas sociais, responderam dizendo que não tem interesse em tratar desses benéficos para seus empregados.
2 – Comissárias de Despachos: O sindicato patronal (SINDICOMIS) está praticamente acéfalo, tendo em vista uma briga interna dos patrões que está dificultando as negociações com os sindicatos dos empregados.
Recentemente, pediram para que os SEAAC’s justificassem o seu pedido na pauta de reivindicações, o que foi feito clausula a cláusula. Em seguida, informaram que não tinham entendido. Novamente foi praticamente desenhado os pedidos ao SINDICOMIS e estamos aguardando um retorno.
DATA BASE DE AGOSTO:
- Categorias de Contabilidade e Assessoramento, patronal SESCON;
- Categoria de Cobrança e Recuperação de Crédito, patronal SECOBESP;
- Categoria de Sociedade de Advogados, patronal SINSA;
- Categoria de Administradores de Consórcios, patronal SINAC;
- Categoria de Locação de Máquinas e Equipamentos de Terraplanagem, patronal SELEMAT.
Para todos esses patrões representados pelos seus sindicatos patronais, o SEAAC entregou a pauta de reivindicações no início do mês de junho de 2026 e embora tenha ocorrido algumas reuniões com alguns deles, nenhum, até a presente data, apresentou qualquer contraproposta para renovação da Convenção Coletiva de Trabalho.
Isso demonstra que esses patrões não estão nem um pouco preocupados com a formalização de nova norma coletiva para os trabalhadores.
Para todas as categorias, inclusive as de maio, não há qualquer previsão de conclusão.
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